Logan

No dia 02 de Março chegará ao fim uma jornada que se iniciou no ano 2000. Logan é o último filme de Hugh Jackman no papel do mutante mais marrento e carismático das telinhas. Fiquem tranquilos, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

segundo trailer de Logan

Siga nossas redes sociais:

Mas afinal, o filme é bom?

Adaptar uma HQ clássica (O Velho Logan) não é uma missão nada fácil. Depois dos filmes anteriores (X-men Origens: Wolverine e Wolverine: Imortal) terem uma qualidade questionável (principalmente para os fãs de quadrinhos), o terceiro e último longa foi anunciado sob olhares de desconfiança (será que vai ser bom?) e ao mesmo tempo de pesar, por conta da saída de Hugh Jackman da franquia (sim esse será seu último filme como Wolverine, portanto, aproveitem).

Depois dos trailers divulgados a esperança de um encerramento digno para o carcaju ascendeu em nossos corações, que ao mesmo se apertaram com o tom melancólico e desolado apresentado ao som de Johnny Cash. Essa é a primeira vez que vemos Logan realmente cansado de tudo. Da vida que ele levou, das batalhas que ele lutou e de toda a dor e sofrimento que o perseguiram durante todos esses anos. “Todas as pessoas que eu gosto acabam morrendo”.

O tom pesado (o filme tem classificação +18 anos), violento, sombrio e sem medo de assumir a verdadeira essência animalesca do personagem, é o grande trunfo de Logan. Finalmente vemos o sangue jorrar das garras de Adamantium, as cabeças rolarem e os inimigos serem mortos.

Tirando um pouco o foco do carcaju, a introdução da X-23 vivida pela atriz estreante Dafne Keen, é uma das melhores coisas do filme. A dinâmica entre os dois brilha os olhos dos fãs clássicos e comove os fãs mais novos. A menina que é muito parecida com o nosso herói, encanta, cativa e deixa um gostinho de quero mais ao final da sessão. Ela rouba a cena e chega a se sobressair em relação a ele (quem concorda?).

Não podemos deixar de falar do homem que guiou Logan, os mutantes e teve um papel fundamental durante todos esses anos, Charles Xavier. Sir Patrick Stewart volta para reprisar o papel do líder dos X-Men e se despedir dos fãs, da franquia e deixar a sua marca na história dos filmes derivados dos quadrinhos. A dinâmica entre os três foi muito emocionante e gostosa de ver, uma pena que não pudemos aproveitar disso nos filmes anteriores, renderia muito mais histórias e aventuras do que toda a equipe de mutantes.

Falando um pouco dos vilões do filme, o ator Boyd Holbrook (conhecido como o policial Steve Murphy da série Narcos) vive Donald Pierce, líder dos Carniceiros. Confesso a vocês que esperava mais dele. A ameaça e perseguição dos vilões existe, mas a luta de Logan é contra ele mesmo, contra seu passado e contra as consequências da vida que ele viveu durante todos esses anos. Os antagonistas estão ali só para dar um motivo para ele fugir e acontecer o road movie (filme na estrada ou sobre uma jornada).

Finalizando, Logan é um encerramento digno para o personagem e uma despedida com chave de ouro para Hugh Jackman. Esse é o fim, está tudo acabado. De forma tocante, emocionante e extremamente marcante. O longa nem sequer estreou e já deixa saudades e um legado de 17 anos que dificilmente será reprisado a altura.

Respondendo a pergunta inicial, sim, o filme é incrível, sensacional, maravilhoso e vai te fazer chorar, prepare-se. Assista nos cinemas mais de uma vez e aproveite ao máximo essa experiência.