1ª temporada de Desventuras em Série

Hoje (16) trago a vocês a crítica da 1ª temporada de Desventuras em Série, a nova produção original da Netflix, estrelada por Neil Patrick Harris.

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Mas afinal, a 1ª temporada de Desventuras em Série é boa?

Retratando os livros escritos por Lemony Snicket, a série conta as aventuras dos Baudelaire: Violet (Malina Weissman), Klaus (Louis Hynes) e Sunny (Presley Smith). Os três irmãos, que tentam desvendar o mistério da morte de seus pais por um incêndio, vão viver com o Conde Olaf (Neil Patrick Harris), um primo distante que tenta roubar a enorme fortuna deixada por seus pais.

A 1ª temporada de Desventuras em Série é uma boa adaptação da obra? Podemos dizer que ela é ok, não impressiona. Vou explicar o porquê.

Bom, vamos começar pelos pontos positivos. O que torna 1ª temporada de Desventuras em Série agradável de assistir é o elenco que a forma. Começando pelo talentoso Neil Patrick Harris e terminando nas três crianças (sim, Presley também foi muito bem!).

Quando comparamos a atuação de Neil com a de Jim Carrey (filme de 2004) como Olaf, podemos notar importantes diferenças, como por exemplo que Neil é bem mais fiel ao personagem dos livros que Jim: o Olaf dá série é “canastrão” e cômico também, mas o que mais pesa é seu lado sombrio e perverso. Se repararmos no vilão do filme de 2004 ele chega a quase não ser uma ameaça, tendendo para um lado palhaço demais (acho que isso é em função do próprio Jim Carrey que pesa todos os seus papéis para esse comportamento).

A dupla Baudelaire também se sai melhor na série do que no filme. As crianças são mais inocentes (o que de fato ocorre nos livros) e tem características mais claras de personalidade, nos fazendo entender mais a fundo os personagens e nos apaixonarmos por eles.

O segundo e último ponto positivo da 1ª temporada de Desventuras em Série é em relação a produção e figurino. Muito fiel aos livros de Lemony, as casas, ruas, objetos e roupas dos personagens foram trabalhados com todo o cuidado para passar aos fãs a época real que a história acontece, sempre considerando é claro o lado lúdico e exagerado, como por exemplo a casa do Tio Monthy ou as roupas de Olaf.

Porém, por mais que tenha bons pontos positivos, a série não desperta aquele gostoso sentimento de “ah vai, só mais um episódio hoje” ou “eu não acredito que já acabou!”. A história é bastante morna, com episódios forçadamente alongados. Além disso, ela é sempre linear, não cresce ao longo dos capítulos. O que quero dizer é que podemos perceber que a trama nos livros vai ganhando peso a cada página, vai amadurecendo. No decorrer da série não vemos essa evolução, é tudo na mesma linha.

Outro ponto negativo que compromete a produção é o tom. Diferente do que lemos nos livros, a adaptação apresentou um caráter extremamente infantil, com cenas consequentemente mal interpretadas.  O que pra quem leu os livros e viu o filme de 2004, sabe que Desventuras em Série não tem esse tipo de comportamento. Isso nos faz caracterizar a adaptação como comédia, o que não acontece no restante das entregas da franquia.

Parece tão simples, não é? O estúdio conseguiu acertar no mais difícil que é em relação a produção e atores, mas conseguiu errar no que parecia fácil, ser fiel ao tom que a história é contada na sua produção original: os livros.

Vale a pena assistir a 1ª temporada de Desventuras em Série? Com certeza! Mesmo com os pontos negativos, a série deve ser considerada na lista pela qualidade da produção, pelos bons atores e é claro: pelo simples fato de podemos voltar ao universo de Desventuras em Série que tanto amamos.