Rogue One

Rogue One parte de um princípio: contar a história do que acontece entre o Episódio III (A Vigança dos Sith) e o IV (Uma Nova Esperança). Podemos considerar que ela é como se fosse um Episódio 3,5 para ficar mais fácil.

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Mas afinal, o filme é bom?

O filme contextualiza para os fãs como de fato os planos da Estrela da Morte foram roubados pela Aliança Rebelde e entregues nas mãos da Princesa Leia. Rogue One mostra em detalhes a passagem de um sistema democrático para um mundo pautado em  terror criado pelo Império. A produção também nos mostra o que acontece entre a criação de Darth Vader até ele se tornar o vilão mais temido da galáxia.

Para se infiltrar no Império e roubar os planos, a Aliança Rebelde conta com a protagonista do filme Jyn Erso (Felicity Jones). Nessa aventura ela vai trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna), do robô K-2SO, outros rebeldes e alguns outros fanáticos contra Darth Vader e seus súditos.

Rogue One cumpre seu papel de ser uma produção anexa a franquia Star Wars. Como é uma história deslocada à cronologia, o longa simplesmente tem a função de nos explicar uma extensão de algo que já foi passado.

O roteiro é bem rico, tem um bom ritmo ao longo das duas horas de cinema. Há um ótimo equilíbrio entre cenas de referência de outros filmes da franquia e momentos inéditos. Existem também cortes emocionantes que nos fazem chorar e torcer para que tudo de certo no final.

Outro ponto forte de Rogue é o fato de ser uma produção mais adulta quando comparamos as outras. Ela tem como foco principal uma grande guerra, onde podemos vivenciar muito sofrimento e perdas, diferente dos outros episódios que contemplam pequenos confrontos com sabre de luz.

Por falar em sabre de luz, o novo longa de Star Wars nos mostra pela primeira vez a Força sendo tratada como religião com pregadores e fanáticos por toda a galáxia. Nas produções anteriores, só vimos a Força nos próprios Jedis.

Já em relação ao elenco, a produção deixa um pouco a desejar. Por mais que a equipe central seja bastante completa com um papel claro para cada membro, os atores não cativaram. O reflexo disso é que a dupla principal (Jyn e Cassian) não convenceu, não despertou um algo a mais no coração dos fãs, assim como vimos em Finn e Rey no Episódio VII.

Outro ponto que não atende as expectativas dos fãs é em relação a cena do confronto final, quando Jyn enfrenta o Almirante Orson no momento que vai enviar os planos da Estrela da Morte para os rebeldes. Esse momento tem pouca tensão e desperta pouca emoção para quem assiste. Se pararmos para pensar, os outros episódios trouxeram momentos muito mais marcantes que ficam até hoje na memória dos fãs, como por exemplo quando Vader diz a Luke que é seu pai, e quando Kylo Ren mata Han Solo.

Em resumo, podemos dizer sim que o filme é bom e atende a expectativas dos fãs. Ele cumpre perfeitamente o papel que deveria ter dentro da franquia, de extensão de conteúdo dentro da mesmo período já apresentado antes.