Olá Amigos! Depois das especulações do que poderíamos esperar de Kubo e as Cordas Mágicas, viemos aqui contar para vocês o que achamos do filme.

Antes de começar, acho importante contextualizar vocês em relação a história. Kubo é um garoto japonês que vive cuidando de mãe doente e usando magia para ganhar dinheiro contando lendas. O que o menino não sabe, é que essa magia pode coloca-los em grande perigo. Ele então sai em uma jornada para buscar a armadura encantada de seu pai, que aparentemente é a única esperança para protegê-los.

A história é bastante densa e sofrida, pois esse “perigo” na verdade vem do avô e tias de Kubo. Eles são espíritos do mal que querem levá-lo com eles. O garoto conta com a ajuda de uma macaca falante e um besouro humano (criações da magia de sua mãe) para poder seguir em sua aventura na busca por um final feliz.

Como eu já havia comentado no texto anterior, o resumo do filme nos desperta um grande interesse de querer descobrir qual é esse grande mistério e porque sua mãe ficou doente. As duas horas de cinema que vem a seguir para responder a todas essas minhas perguntas, foram de fatos surpreendentes. Foi  na verdade algo totalmente diferente do que estamos acostumados de ver nas recentes animações, muito inovador e disruptivo.

Um dos primeiros pontos que me fizeram considerar esse filme inovador, foi o fato de Kubo não ser uma produção feita com computação gráfica em 3D como Procurando Dory, Monstros S.A., Toy Story e outros. O estúdio Laika apostou em uma técnica mais antiga chamada stop motion, que traz um estilo clássico e realista, casando perfeitamente com o fato de o filme querer contextualizar a história da cultura japonesa.

Fora isso, diferente das animações que vimos nos cinemas esse ano, a Laika arriscou contar uma história sobre humanos, enquanto a Pixar e a Illumination trouxeram animais como protagonistas. De fato foi um grande aposta, porque afinal Pets, Zootopia e Procurando Dory  foram sucesso de bilheterias.

Mesmo achando que esse trabalho foi um tanto quanto ousado, ele acabou sendo bastante certeiro. Kubo é um menino tão maduro e dedicado a sua mãe, que somos envolvidos na história desde o primeiro momento. Passamos as duas horas sofrendo e lutando junto com ele para que tudo tenha um final feliz.

Outra comparação que podemos fazer é que esse novo longa dificilmente agradará crianças pequenas, assim como todos os outros. A história é bastante sombria, com cenas envolvendo espíritos do mal, sangue e sofrimento. A Laika quis desenvolver um trabalho mais sério, com muitas lições sendo apresentadas o tempo todo. Para facilitar a materialização do que estou falando, vocês se lembram de Coraline (2009)? A animação do mesmo estúdio, tem o perfil bem parecido com o que eles trouxeram em Kubo.

Mas ah, não posso esquecer de mencionar que mesmo tendo bastante cenas densas, o estúdio conseguiu equilibrar com excelência para que o filme também tivesse humor, aventuras, amor e que mostrasse as lendas da cultura japonesa. Há muitos especialistas inclusive dizendo por aí que esse longa terá indicação ao Oscar. Será?

Bom amigos, tem muita coisa bacana que vocês aprenderão com o filme, vale com certeza o ingresso e a pipoca! A Laika ousou com classe, trazendo originalidade e liberdade para o roteiro.