Hoje chega aos cinemas Inferno, nova adaptação de uma obra de Dan Brown, trazendo de volta Tom Hanks na pele de Robert Langdon.

Mas afinal, o filme é bom?

Depois de Código Da Vinci e Anjos e Demônios, explorarem mistérios da igreja católica, chegou a hora de tratarmos um assunto preocupante e atual, a superpopulação do planeta. Vocês já pararam pra pensar nisso? Dan Brown parou!

A produção de recursos e crescimento de infraestrutura das cidades e países, não acompanha a população mundial. Medidas como controle de natalidade tentam solucionar o problema, mas não é o suficiente. Tendo em vista a problemática apresentada, qual a solução? Exterminar 95% da população. Extremo não? Pois é, não para Inferno.

A volta de Robert Langdon foi celebrada e aguardada, mas infelizmente, o caçador de mistérios e explorador de teorias da conspiração retorna sem empolgar e utilizando a mesma mecânica que o deixou famoso. Não podemos dizer que essa foi a melhor atuação de Tom Hanks e tampouco que o papel ajudou. O que vemos em tela é mais do mesmo e a repetição de uma fórmula que deu certo por dois filmes, mas que se esgotou.

Inferno joga informações e acontecimentos durante uma hora e quarenta minutos de filme. Você fica cansado, perdido e não é cativado pelo mistério da vez. Solucionar e explicar tudo na última meia hora não dá mérito ao longa e sim torna-se uma obrigação, tendo em vista toda a bagunça que aconteceu em tela.

Felicity Jones vive Sienna, uma jovem sem motivação aparente para seguir Langdon, que tem sua real intenção revelada na última meia hora que citei acima. Não convence, não cativa, que pena!

Qual o problema do filme? Atribuo à decepção do filme a direção. Ron Howard parece ter perdido a mão para conduzir Langdon em suas aventuras. Além da equipe de edição fazer cortes secos fazendo a trama se apresentar corrida em tela, uma verdadeira bagunça.

Vale a pena assistir? Você vai se decepcionar, mas, tire suas próprias conclusões. Volte pra nos contar a sua opinião!