Olá amigos! Essa semana chegou aos cinemas Meu Amigo, o Dragão da Disney. Nós já discutimos o que esperar desse filme, agora chegou a hora de saber como de fato foi o remake dos anos 70.

Só para relembrá-los e dar uma introdução a esse post, o longa retrata a história de Pete e Elliot, seu dragão.  Durante 6 anos eles vivem juntos na floresta, até que certo dia a criatura é descoberta pelos moradores de uma cidade próxima, e ele vai precisar da ajuda de alguns amigos de Pete para poder se salvar.

Se pararmos para analisar, essa história é bem parecida com Free Willy, o grande clássico que marcou história na nossa infância. Da mesma forma que Elliot é capturado por interesseiros e precisa de Pete e seus amigos para viver livre, Willy também é caçada em alto mar para servir em um parque aquático, e conta com Jesse e sua turma para voltar ao lar natural.

De modo geral, achei bacana Meu Amigo, o Dragão. Vale as 2 horinhas no cinema com uma pipoca.

Por ser uma produção dos estúdios Disney, sabíamos que a história seria recheada de conexões muito esclarecidas e sinceras entre os personagens. Mesmo Elliot sendo uma computação gráfica, a relação de cumplicidade e proteção entre ele e Pete fica clara desde o começo, fazendo a gente se apaixonar pela dupla. Ao mesmo tempo, toda devoção e preocupação que a guarda florestal Grace tem pelo garoto desde o primeiro momento que ela o encontra é tão sincera, que de fato a gente torce para que ela o adote e eles vivam felizes como uma família. Sem contar a dedicação de Jack, Natalie e o pai de Grace em querer ajudar a o menino e seu dragão.

O que resultou em toda essa conexão e emoção dos personagens foi a boa caracterização desempenhada pelos atores. De modo geral, todos exerceram muito bem seus respectivos papéis. Caso eu tivesse que eleger o melhor, com certeza seria Oakes Fegley, que interpreta Pete: o menino consegue equilibrar o lado selvagem que herdou da floresta com sensibilidade de uma criança pura que perdeu os pais muito cedo. Troféu vai para ele 😉

Outro ponto positivo foi a trilha sonora. De fato por ser Disney, o filme não poderia falhar nesse quesito. Conseguimos encontrar muito equilíbrio no que foi proposto, desde melodias super emocionantes para as cenas de amor e amizade, até temas mais fortes para as cenas de aventura e perigo.

Mas vamos lá. Apenas comparar o roteiro com Free Willy e ter personagens muito bem interpretados com fortes conexões emocionais não é suficiente para termos um resultado extraordinário como filme, não é mesmo?

Como falei anteriormente, foi bacana, mas o filme não é daqueles que ficará marcado em nossos corações por muito tempo. É apenas mais um que foi divertido e fica na nossa estante da memória. Vocês querem saber o que faltou?

Na minha opinião, houve uma pequena falha de direção. O longa tinha tudo para desenrolar muitas cenas interessantes durante as 2 horas, porém, há muitos momentos parados e monótonos, daqueles que se a gente pega o celular para ler uma mensagem e volta depois para o filme, percebemos que não perdemos nada. O carisma de todos os personagens é muito forte, não precisava de tantas demonstrações da relação de Pete com Elliot, de Pete com Grace, e etc. O tempo poderia ter sido aproveitado com mais ação e aventura para que o público não se perdesse por nenhum momento.

A sensação que fica é que por mais que você tenha um bom roteiro, bons atores e grandes trilhas sonoras, mas a história não consegue te cativar 100% do tempo, o filme também acaba não sendo 100%. Tinha potencial para ser “excelente”,  mas foi apenas “bacana.”

Assistam Meu Amigo, o Dragão e nos contem o que acharam!