Bridget Jones
O novo filme de Bridget Jones é leve e garante boas risadas

Interpretada por Renée Zellweger, a franquia de Bridget Jones acaba de ganhar mais um filme. Ontem (29) estreou “O Bebê de Bridget Jones” nos cinemas de todo o país. Após 15 anos do primeiro longa, a continuação traz uma história contagiante, envolvente, com uma boa dose de humor, romance e, claro, o mistério envolvendo a pergunta: de quem é o bebê de Bridget?

Irreverente, amante da vida e com um pequeno problema em filtrar seus pensamentos, essa é Bridget Jones. No primeiro e segundo filme, a personagem nos passa um sentimento de insegurança, uma vez que está um pouco acima do seu peso, angustiada com seu emprego e, ainda, sofrendo com pressões relacionadas a casamento e maternidade.

O que é bacana de mencionar é que, apesar disso, acaba encantando dois homens com perfis bem diferentes. Um deles é Daniel Cleaver, interpretado por Hugh Grant (Um Lugar Chamado Nothing Hill). Editor, despojado, com pinta de galã e amante das mulheres, ele vê em Bridget o estereótipo da mulher dos seus sonhos e que poderia resolver seus problemas em assumir um compromisso. E Mark Darcy, vivido por Colin Firth (O Discurso do Rei), advogado reconhecido, o típico lorde inglês, com fala polida, postura impecável e educação irretocável.

Com idas e vindas, interferências do ambiente e das próprias inseguranças da personagem principal, o que não podemos deixar de destacar é o suporte incomparável de sua gang que, posso adiantar, continua a demonstrar todo seu apoio às loucuras de Bridget em meio a novidade de sua gravidez.

Ouso dizer que este é um bom exemplo onde é possível a arte imitar a vida. Que mulher não encontra inúmeros defeitos em seu corpo, cabelo, pele, enfim, e acabam por esquecer, mesmo que temporariamente, a sua força, personalidade e vontade de viver a vida como ela é, em decorrência de estereótipos previamente estabelecidos?

Leve e divertida, a história se desenvolve bem, e, ainda, encontrou espaço para levantar a bandeira da diversidade, trazendo essa discussão para o espectador que for assistir ao filme.

Com boa composição do elenco, participação especial de Ed Sheeran e, apesar da ausência do ator Hugh Grant, a química entre Zellweger, Firth e o novo personagem Jack Qwant, Patrick Dempsey (Grey’s Anatomy) é muito boa e trouxe um dinamismo interessante para a evolução da história. Emma Thompson, que interpreta a médica obstetra de Bridget, conseguiu trazer um alívio cômico para quebrar a tensão envolvendo a dúvida de qual deles seria o pai do bebê.

Para vocês não ficarem bravos comigo por um possível spoiler, adianto apenas que o final, sobre a solução de quem seria o pai da criança, fica aberto a interpretação de cada um 😉

Aos que curtiram os dois primeiros filmes, O Bebê de Bridget Jones conseguiu construir e garantir uma boa continuação da trama, com o “quê” de comédia romântica que não poderia faltar. É uma boa pedida se você quer relaxar e abstrair daquele dia pesado e estressante do trabalho, por exemplo. Valeu a pipoca!!!

Já assistiu algum filme da franquia? Ainda não? Não deixem de comentar e compartilhar com a agente as suas impressões!