Ontem chegou aos cinemas uma continuação improvável e um tanto quanto inesperada, Bruxa de Blair. O longa revive a franquia lançada em 1999 e promete ser assustador e continuar o legado de morte misteriosas e sem explicação.

Mas afinal, o filme é bom?

Saturado, o terror é um gênero muito difícil de ser explorado sem cair no clichê e na mesmice dos diversos filmes já lançados. A fórmula está gasta e não há inovação. Em 99, o primeiro Bruxa de Blair revolucionou a indústria com o estilo de filmagem encontrada (found footage), que nos dias de hoje também já virou carne de vaca.

Assustar o espectador não mérito e tampouco rende pontos positivos, muito pelo contrário, é exatamente essa a expectativa quando se assiste um filme desse gênero. O que faz o terror ser realmente bom, é o medo e apreensão que a trama causa, te fazendo sair da sessão perturbado e  sentindo um calafrio na espinha.

Quando olhamos para o longa, vemos um filme na qual os sustos são suportados pelo volume dos subwoofers, o som da madeira, as portas rangendo e os gritos desesperados e desenfreados. A confusão em tela é tão grande e a ausência de uma ameaça física, faz com que o “medo” desapareça ao final da sessão ou simplesmente apertando o botão mute do controle.

A história é mesma, assim como a fórmula que consagrou o título no passado. Novamente temos um terror psicológico que se atualiza com a tecnologia (sim, eles utilizam drones na exploração da floresta). A surpresa sobre a sequência foi positiva e despertou a curiosidade, mas parou por ai. Que pena!

O novo Bruxa de Blair não diz a que veio e fica devendo. Não perca o seu tempo e dinheiro, a expectativa não será atendida e toda e qualquer sensação que você tiver durante o filme, se acabará ao final da sessão. Como o gênero já está banalizado com uma série de sequências ruins e desnecessárias, como Atividade Paranormal, não me surpreenderia se víssemos uma continuação (que não é nem um pouco necessária).

Caso você já não tenha esquecido da história, conte pra gente a sua opinião nos comentários!