Lenda de Tarzan

Ontem chegou aos cinemas a releitura de um clássico, A Lenda de Tarzan. Dirigido por David Yates e com grandes nomes no elenco, o longa tenta apagar o passado infantilizado e bobalhão que personagem ganhou nas produções anteriores.

Tarzan

Mas afinal, o filme é bom?

Admiro a tentativa de trazer seriedade para a franquia, tornando o personagem parte vital de um esquema político-econômico. Outro ponto que me chamou a atenção foi a ousadia do roteiro em partir de uma premissa na qual já temos o protagonista estabelecido há anos, e toda a magia por de trás de seu passado é explorada através de flashbacks. Quem estiver na expectativa de ver uma história de origem, cuidado, você vai se frustrar.

Partindo desse ponto, temos um Tarzan que virou lenda. O antigo demônio branco que pulava de árvore em árvore agora é visto como o herói do Congo e é ai que começam os problemas. Estando na Warner, o filme parece uma extensão do universo expandido da DC Comics, na qual Tarzan é o primo do Aquaman que vive em terra firme, isso porque o personagem “tem os mesmos poderes” e influência sobre a fauna e a flora que o rei de Atlantis. Chega até ser curioso o fato de Alexander Skarsgård ser loiro e branco (biotipo perfeito para o Aquaman) e Jason Momos ser moreno (como você espera que um homem que vive sem camisa na floresta há anos seja), mas até ai tudo bem.

A Lenda de Tarzan é um grandíssimo Crossover entre vários filmes consagrados. O protagonista é uma espécie de super soldado da selva que faz a conexão perfeita entre os homens e os animais. Chego a pensar que ele uniria perfeitamente as franquias: Mogli, Rei Leão e Planeta dos Macacos. Ao final do filme todos estariam cantando e dançando Hakuna Matata.

Entrando um pouco no elenco, Margot Robbie é uma estrela em ascensão e tem uma beleza indiscutível. Porém, seu papel foi pouco exigido e se resume a frase que ela mesma diz no filme: a donzela indefesa e que precisa ser salva. O que a prejudicou também foi à falta de química com Alexander Skarsgård, que de forma direta, entrega um atuação resumida em tanquinhos, takes sem camisa e saltos ornamentais computadorizados. Nem sequer o clássico grito do personagem causa emoção.

Continuando, Samuel L. Jackson resumiu seu talento e currículo no papel de parceiro e alívio cômico do filme. Pouco fez. Djimon Hounsou me lembrou de seu personagem em Diamante de Sangue. A expressão facial do ator na cena em que fala do filho foi exatamente à mesma, só faltou ele fica gritando: Dia, Dia. Por fim, vamos falar sobre Christoph Waltz. Querido, senta aqui, vamos conversar! Você tem talento. Nós todos sabemos que você tem, agora, por favor, não aceite mais papéis em que você fará o mesmo personagem caricato de sempre. Não vire o novo Johnny Deep. Obrigado!

Finalizando, A Lenda de Tarzan é um filme sem sal, choco e com o cenário lindo da selva africana. Vale o 3D? Convenhamos que raramente vale, não é mesmo? Vale a pena ver no cinema? Economize seu dinheiro e compre o ingresso de Esquadrão Suicida, vai valer mais a pena.

Pontos positivos: a fotografia e os animais.

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