Ontem chegou aos cinemas Truque de Mestre: O Segundo Ato. O novo longa conta mais um capítulo da histórias dos Quatro Cavaleiros seguindo a missão do misterioso “Olho” e dando continuidade ao filme anterior.

Mas afinal, o filme é bom?

Sim e não, vou explicar o porquê. Truque de Mestre foi um filme que surpreendeu com suas cenas de ação inexplicáveis, as mágicas que encantaram o espectador e o Plot Twist (reviravolta) do final. A expectativa era que O Segundo Ato ao menos fizesse jus a trama que o antecedeu, e foi ai que o filme pecou.

O Segundo Ato poderia ser mais grandioso e tão mágico quanto o primeiro, ainda mais pela aquisição de Daniel Radcliffe que nos remete ao bruxo mais famoso da cultura pop e que consagrou o ator no cinema, isso sem contar o excelente elenco que retorna para a continuação, com exceção de Isla Fisher.

O filme inicia morno. Os Quatro Cavaleiros que antes pareciam invencíveis e extraordinários, são rebaixados a jovens trapalhões que seguem cegamente um “Olho” sem um rosto. A fé dos quatro se assemelha a de fanáticos religiosos que obedecem a ordem sem questionar o motivo e razão. Até ai ok, isso faz parte da essência da história, o problema começa quando o feitiço vira contra o feiticeiro.

Radcliffe agrega o elenco, mas não a trama. Ele faz um vilão que tenta ser caricato, mas no final não passa de um Draco Malfoy mal interpretado, mimado, birrento e com um falso ar de superioridade e intelecto. Continuando nos vilões, Michael Caine com toda sua classe e talento nos entrega um milionário rancoroso e vingativo que busca acabar com Os Quatro Cavaleiro, mas no final, faz o mesmo papel de trapalhão e amador de Radcliffe. Uma pena!

Falando dos mocinhos, o maior problema da equipe tem um nome: Mark Ruffalo. O líder dos Cavaleiros deixa de lado toda superioridade e intelecto do primeiro filme e apresenta a fragilidade por traz de seu trauma de infância, deixando o personagem fraco e desconstruindo o que foi estabelecido no primeiro.

Outro ponto que me incomodou muito, foi a conveniente revelação do mistério por traz do “Olho”. O que foi aquilo? A grandiosidade da franquia foi pra lata do lixo com essa reviravolta nada emocionante e surpreendente de forma negativa.

Em resumo, O Segundo Ato não passa da repetição da fórmula utilizada no primeiro filme só que com uma pitada de questão familiar, trauma de infância e vingança, que fazem o longa ser classificado como um bom filme para a “Sessão da Tarde”.

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