Ontem chegou aos cinemas X-Men: Apocalipse, terceiro filme depois da volta de Bryan Singer e reformulação do elenco. Trazendo o icônico vilão dos quadrinhos, Apocalipse, o longa chega com a promessa de ser tão épico quanto o seu antagonista.

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Mas afinal, o filme é bom?

É bom sim. Com uma introdução no Egito antigo o longa se inicia apresentando En Sabah Nur. A grandiosidade do deus mutante é retratada através das lindas imagens das pirâmides e do povo egípcio o venerando e adorando. Que bela sequência. Seguindo, o salto temporal nos leva para 1983 numa época onde humanos e mutantes coexistem em paz, mesmo o preconceito se fazendo presente. Não existem mais os X-Men e é ai que os problemas começam.

Essa é uma das franquias mais confusas dos cinemas. Sofrendo reboot dentro do mesmo universo e tendo por traz disso o mesmo diretor que iniciou o projeto anos atrás, os novos mutantes precisam de tempo para se desenvolver, cativar e conquistar o público que estranha o fato de não ver mais Halle Berry como tempestade, por exemplo. Além de tempo, cabe ao diretor junto com o roteiro dar espaço e trabalhar para desenvolver mesmo que um pouco, as novas caras e personagens em tela, e isso não acontece.

Contrariando o que eu imaginava, Jennifer Lawrence não tem o espaço em tela que era esperado. Ela segue o filme todo apagada e mesmo tendo uma figura de heroína não faria falta nenhuma se sua personagem fosse tirada do roteiro. O mesmo vale para Psylocke que só está ali para usar o clássico maiô dos quadrinhos e deixar os marmanjões boquiabertos com sua beleza.

São quatro os personagens centrais da trama: Apocalipse, Professor Xavier, Magneto e Jean Grey. Começando pelo estreante Oscar Isaac que sofreu críticas e foi alvo de diversos memes da internet por conta do visual inicial de seu personagem. Fiquem tranquilos, esse ponto foi resolvido na pós-produção. O problema do Deus mutante é a expectativa que você gera em cima dele. Isaac sabe trabalhar com a voz e atuar com o olhar, mas faltou a direção torna-lo mais ameaçador, ainda mais pelo fato dele se apresentar como uma ameaça global. O Magneto descontrolado consegue te assustar mais do que o Apocalipse nervoso, por exemplo.

Aproveitando o gancho, Fassbender é um excelente ator que te emociona e cativa. Sua atuação junto a trama de seu personagem te envolve de tal maneira que você não consegue ficar contra ele. Destaco a cena no bosque que fará escorrer uma lágrima dos olhos dos mais emotivos. Junto ao anti-herói, sempre se faz presente a figura de seu melhor amigo, o Professor Xavier. Palmas para James McAvoy que teve a dura missão de substituir Patrick Stewart no reebot e o fez com maestria. Ele é uma das melhores coisas de X-Men: Apocalipse. Não vou me alongar para vocês assistirem.

Vamos falar sobre Sophie Turner. A nossa querida Sansa Stark estreia no difícil papel de Jean Grey. Famke Janssen já teve essa missão e faltou carisma para convencer. Turner tem carisma, mas falta atuação. Sua personagem tem suma importância na trama e já da o gancho para o futuro da franquia, porém, a bela e jovem atriz tem muito o que aprender para corrigir suas caras e bocas canastronas.

Além do quarteto, cito a presença de Wolverine na fiel caracterização de seu personagem como Arma X (procurem no Google). A participação do carcaju serve como um excelente cartão de visitas e introdução para o novo filme solo do mutante, nos mostrando que vai honrar a classificação 18 anos. Outro personagem que empolga é o Mercúrio. Mesmo correndo além do normal, o velocista serve de alívio cômico e tem duas grandes cenas que vão te abrir um sorriso no rosto.

X-Men: Apocalipse é um bom filme, mas falta tempero para ser excelente e cairá no esquecimento do público daqui um tempo. Atribuo a direção essa problemática. Bryan Singer tem seu mérito por ter começado essa jornada em 2000, mas já está na hora de largar o osso e dar lugar a um diretor que não renove somente o elenco, mas também a forma de contar a história e trabalhar os seus personagens.