Rua Cloverfield

Já está em cartaz Rua Cloverfield, 10. O longa filmado secretamente pelo estreante Dan Trachtenberg e produzido por J.J. Abrams só utiliza o nome do monstro de 2008, mas traz uma história completamente diferente.

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Mas afinal, o filme é bom?

Rua Cloverfield, 10 não é um remake, um reboot e tampouco uma continuação. A proposta é utilizar a marca para contar uma série de histórias de suspense, e que suspense meus amigos. Com apenas três atores no elenco, Mary Elizabeth Winstead,  John Gallagher Jr.John Goodman, a trama te prende na cadeira do começo ao fim, te deixando tenso num ambiente claustrofóbico.

Com toda a certeza, sim. Que surpresa boa esse filme e o diretor Dan Trachtenberg que estreia mostrando a que veio. Diferente de seu antecessor, a técnica de found footage é deixada de lado, dando lugar a ângulos fechados nos personagens explorando a tensão que vai se construindo.

Destaco a excelente atuação de Mary Elizabeth Winstead que está na safra de novos e promissores atores, do bem colocado alivio cômico de John Gallagher Jr. e do dinossauro John Goodman que oscila no papel de tão maneira que te surpreende com a calmaria e surtos de raiva, trazendo a dúvida para a trama. Esse cara está louco ou realmente há um perigo maior fora do bunker?

O que falar do bunker? Um local onde a verdade é questionada, as pessoas são colocadas a prova, a fé é testada e os segredos são omitidos. Toda essa atmosfera nos remete a ilha de Lost de J.J. Abrams e até é possível fazer uma analogia e comparativo entre os papéis/personagens da série e do filme. Em suma, Rua Cloverfield, 10 é uma excelente surpresa e prova de que muitas vezes a mídia estraga a experiência do cinema. Um único trailer é capaz de criar um hype sem revelar a história e ainda manter a fantástica experiência de se surpreender com o desconhecido e inesperado.