Creed: Nascido Para Lutar

Hoje (15) trago a vocês a crítica de Creed: Nascido para lutar. O filme estreou ontem emocionando o público e levando muitos marmanjões as lágrimas com as diversas referências aos filmes clássicos.

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Mas afinal, o filme é bom?

Todos pensavam que não veriam mais o ganharão italiano nas telas, mas, Stallone está de volta num longa ambientado no universo que ele construiu durante todos esses anos, porém, não mais como protagonista. Michael B. Jordan assume o papel de lutador e tem a difícil missão de honrar o legado de Apollo e dar continuidade a jornada de Balboa.

Sem mais delongas, sim, o filme é sensacional! Acho que a frase “na medida certa” descreve bem o longa. Com mais de duas horas de duração, Creed: Nascido Para Lutar, revive na memória do público a paixão e admiração que Rocky conquistou nos anos 80, só que de uma maneira diferente, não na sombra do garanhão aposentado, e sim com seu estilo próprio.

O início de Creed: Nascido Para Lutar gera dúvidas na cabeça dos fãs, fazendo-os pensar: mas essa é uma continuação do Rocky? Stallone está no filme e tem papel crucial para o desenvolvimento da trama, porém, essa não é mais uma história sobre ele e seu personagem. Pela primeira vez, vemos o velho boxeador dar lugar a nova geração, tornando o jovem como seu pupilo, coisa que nunca foi feita com seu filho na franquia.

A Filadélfia é explorada de outra maneira, quase como o gueto americano, repleto da cultura negra e do hip hop, o que causa estranheza para os fãs mais antigos. Um ponto positivo é a mescla entre o novo e o velho, o clássico e o atual, o fan service e o novo elemento. Tudo está bem amarrado dentro da trama e se completa, como por exemplo, a construção da música tema clássica que vai acontecendo em meio a ginga do hip hop.

Stallone entrega uma atuação merecedora do Globo de Ouro e sua indicação ao Oscar, com o apoio do excelente Michael B. Jordan. A troca entre os dois é muito boa. Adonis é para Rocky como o filho que ele nunca teve de fato, enquanto o garanhão faz o papel do pai que o jovem nunca conheceu. Simplesmente emocionante.