Essa quarta-feira chegou aos cinemas um dos filmes mais aguardado do ano, Jogos Vorazes: A Esperança – O Final. Fique tranquilo, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS!

Mas afinal, o filme é bom?

Jogos Vorazes foi lançado no mesmo ano que estreava o ultimo filme da saga Crepúsculo. A franquia chegou com desafio de superar ou ao menos se igualar ao seu antecessor e tornar-se a nova febre do publico teen. Porém, a saga foi além. O universo criado por Suzanne Collins deu inicio a nova tendência do cinema, das distopias.

Trazendo ao publico um futuro apocalíptico, na qual a sociedade vive a politica do pão e circo e a capital é governada e habitada por pessoas caricatas e até carnavalescas, Jogos Vorazes trouxe para o universo adolescente, temas como a ditadura, desigualdade e opressão, além de uma protagonista feminina que realmente representava o girl power e não era só mais uma personagem inexpressiva como a Bella de Kristen Stewart.

Talvez esse tenha sido o elemento chave para o sucesso da franquia. A identificação do publico com Katniss foi quase que instantânea. Enquanto muitos detestavam a vampira apática, a pobre menina do distrito 12 chegou para fazer uma revolução. Impulsiva, de forte personalidade e imprudente em alguns momentos, Katniss era acima de tudo, humana. As características da protagonista mesclada ao carisma de Jennifer Lawrence conquistaram legiões de fãs.

Depois de o filme anterior explorar todo cenário pré-revolução com propagandas de guerra e tensões políticas, Jogos Vorazes: A Esperança – O Final traz a guerra em seus pôsteres e trailers. Os traumas que se iniciaram desde o primeiro jogo são explorados o tempo todo, trazendo a certeza de que aquelas pessoas nunca mais serão as mesmas. O ritmo é cadenciado no começo e acelera próximo ao final, fazendo com que o espectador fique com a atenção presa na tela, sem poder piscar olho um minuto sequer para não perder nenhum diálogo ou cena importante.

A atuação de Jennifer Lawrence em Jogos Vorazes: A Esperança – O Final é similar ao filme anterior, não trazendo grandes mudanças ou surpresas para a Katniss que conhecemos. Gale ganha destaque e mais importância para trama, resolvendo de forma clara e aceitável a problemática do triângulo amoroso. O destaque vai para Peeta que se mostra completamente surtado as torturas vividas na Capital. Finnick e Johanna também encerram a franquia deixando sua marca. E por fim, a ausência de Philip Seymour Hoffman que morreu durante as filmagens de A Esperança – parte 1 e vive Plutarch Heavensbee, foi dignamente suprida pela tecnologia e a presença de Haymitch que herdou algumas de suas cenas e falas.

A franquia se despede de forma digna e fiel a sua obra, fazendo com que os fãs dos livros se emocionem e sintam um vazio com o fim da história do tordo. Boatos rodam ao redor de um spin-off da série, o que anima e empolga os fãs. Agora só nos resta esperar se ou quando veremos novamente o universo da forte personagem que marcou a vida de muitas pessoas.

Pontos positivos: fidelidade à obra, protagonista forte, triângulo amoroso claro e bem resolvido.